Quase 160 trabalhadores da empresa responsável pelo serviço público de coleta de lixo e limpeza em São Mateus não receberam o pagamento referente ao mês de março. A empresa Fortaleza Ambiental culpa o descumprimento do contrato por parte do prefeito Daniel Santana, já que, há três meses, a Prefeitura não repassa os valores do serviço executado regularmente. A informação é do site VBN Notícias.
“A bomba estourou na manhã desta terça-feira [7/04]. Os colaboradores da Fortaleza Ambiental tiveram uma surpresa muito desagradável. Ao chegarem para trabalhar foram avisados para que ninguém saísse do pátio. Sem saber o que estaria para acontecer e temendo pelo pior, foram avisados que haveria uma reunião com a gerente da empresa”, destaca a publicação.
Conforme relata o VBN Notícias, “sob tensão e medo, [os trabalhadores] foram informados pela gerente (…) que a Fortaleza não poderia honrar com o pagamento dos salários referentes ao mês de março de 2020, o que ocorreria hoje (terça, 7/04)”.
Ao site, um funcionário relatou que a gerente (…) disse que há três meses a Prefeitura de São Mateus não realiza pagamentos dos serviços prestados à empresa: “Funcionários ainda relatam que ela, diante da situação, procurou o Sindilimpe para buscar apoio junto ao prefeito [Daniel Santana], que, até agora, não se dignou a explicar o não pagamento”.
A reportagem do VBN Notícias frisa que o Sindilimpe, ciente da grave crise que a Prefeitura está provocando ao não pagar à empresa, pediu um prazo de 10 dias para interferir e ajudar a resolver a situação.
EFEITO ‘TOME FESTA!’
Os funcionários da Fortaleza Ambiental estão preocupados e citam o fato de o prefeito Daniel Santana gastar “milhões de reais com suas festas, enquanto os trabalhadores são desconsiderados”. Há insegurança quanto à quitação do adiantamento do salário, no próximo dia 20, e ainda temem que os salários sigam atrasados até o término do contrato da Prefeitura de São Mateus com a empresa, em 20 de maio.
O funcionário acrescentou ao site VBN Notícias que “a gerente (…) disse que as coisas podem ficar muito piores do que estão, caso os repasses não sejam efetuados”. Há informações de que apenas alguns funcionários receberam tíquetes-alimentação: “Os depósitos estavam sendo feitos nas contas, aos poucos”.
No final da tarde desta terça-feira (7/04), o clima era de revolta entre as famílias, que já sofrem com a calamidade pública decretada pelo próprio prefeito Daniel no Município, por causa da pandemia de coronavírus.
O OUTRO LADO
O site VBN Notícias relata que procurou a gerente da Fortaleza Ambiental, e ela teria afirmado que retornaria a ligação nesta quarta-feira (8/04) pela manhã.
Até a publicação desta reportagem o prefeito Daniel Santana não havia se pronunciado oficialmente sobre o assunto.
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