Após duas reportagens do CENSURA ZERO destacando a suspensão do atendimento do Serviço Móvel de Urgência (Samu-192) em São Mateus, a gestão do prefeito Daniel Santana agiu no sentido de regularizar o serviço, o que ocorreu na tarde dessa quinta-feira (10/02). A Secretaria Municipal de Saúde notificou o Consórcio Público da Região Norte do Espírito Santo (CimNorte/ES) sobre a retirada das Unidades de Suporte Básico e Avançado do Município de São Mateus, conforme destaca ofício do CimNorte ao Instituto Jurídico para Efetivação da Cidadania e Saúde – Avante Social, com data dessa quinta-feira (10/02). A Avante Social é a organização contratada para regulamentar o gerenciamento, operacionalização e execução das ações do Samu-192.
No entanto, a gestão Daniel não publicou nenhuma informação de esclarecimento em seus canais oficiais da Prefeitura de São Mateus, coordenados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom-PMSM), no sentido de comunicar a população sobre a retomada do atendimento do Samu-192. Em vez disso, o prefeito utilizou sua milícia digital (gabinete do ódio) para desferir ataques ao CENSURA ZERO, por conta das reportagens publicadas, o que denota a falta de compromisso e a irresponsabilidade com a Comunicação Pública.
Uma fonte ouvida pelo CENSURA ZERO destacava que a causa da suspensão dos serviços seria o não repasse pela Prefeitura de São Mateus de recursos pactuados com o CimNorte/ES. A Reportagem tentava contato com a direção do CimNorte desde a manhã dessa quinta-feira (10/02) e, após novo contato, conseguiu falar com o superintendente executivo substituto Leílson Duarte, nesta sexta-feira (11/02).
O representante do CimNorte/ES encaminhou cópia da notificação feita à Avante Social, no sentido de esclarecer os fatos, no qual há a confirmação de que “nos dias 09/02/2022 e 10/02/2022, a população de São Mateus/ES e dos demais municípios que são atendidos pela Unidade de Suporte Avançado ficaram em parte desassistidos, não sendo realizados os atendimentos enviados pela Central de Regulação do Samu-192”.
Leílson afirmou ao CENSURA ZERO, no entanto, que o motivo não foi inadimplência da Prefeitura de São Mateus com o CimNorte/ES, já que a contratação para o funcionamento do atendimento do Samu-192 é feita diretamente entre CimNorte/ES e Avante Social, e destacou que “estão em dia os pagamentos referentes à competência de janeiro de 2022”.
DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULA
No ofício de notificação, o CimNorte/ES afirma à Avante Social que houve descumprimento de cláusula contratual, frisando que cabe à organização social “cumprir todas as obrigações assumidades referentes àquela competência, ou seja, os recursos transferidos referentes à parcela da competência de janeiro de 2022 devem ser utilizados para pagamento dos compromissos da competência, inclusive da folha de pagamento dos servidores do Samu Norte”.
No documento, o CimNorte/ES solicita que a Avante Social envie a “planilha detalhada dos pagamentos realizados com o recurso referente à décima terceira parcela (janeiro/2022) e justificativa das ações da empresa responsável pelo fornecimento das Unidades Móveis do Samu Norte”.
O OUTRO LADO
O CENSURA ZERO tenta desde essa quinta-feira (10/02) contato com a Avante Social para saber o posicionamento oficial sobre o ocorrido.
A Reportagem recebeu a informação de que o representante do Setor de Relações Públicas entraria em contato para dar explicações ou enviaria nota oficial sobre os fatos, o que ainda não ocorreu.
Assim que for cumprida essa solicitação, este texto será atualizado.
NOTA DA REDAÇÃO:
A Direção de Jornalismo e Conteúdo do CENSURA ZERO repudia a atitude da Prefeitura de São Mateus, por meio da Secretaria de Saúde, de não responder oficialmente à Imprensa, mesmo dispondo da estrutura pública da Secretaria de Comunicação com cerca de 15 servidores públicos nomeados para a prestação desse serviço.
Em contrapartida, a gestão municipal recorreu à milícia digital (gabinete do ódio) que atua a mando do prefeito Daniel Santana com a prática comprovada de achincalhamento de autoridades, jornalistas e cidadãos de bem. Foi exatamente isso o que ocorreu, mais uma vez, envolvendo o trabalho desenvolvido pelo CENSURA ZERO, sob orientação do jornalista e radialista André Oliveira.
Com a palavra a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo!
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