Pais de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Valério Coser e moradores das comunidades de Pedra D’Água e adjacências [Liberdade, Areinha e Jardim Eldorado], na periferia de São Mateus, divulgaram na tarde deste sábado (8/01) uma carta de repúdio ao prefeito Daniel Santana, o Daniel da Açaí (sem partido), acusando-o de “mentir para toda a população” e usar de “vingança pública” ao não atender à reivindicação para o retorno de Adeliane Silva Souza Camargo à direção da escola, impondo a nomeação de Ariadne Alves Alvarenga, que não teve aprovação do período que atuou como diretora.
“Nós, pais dos alunos da EMEF Valério Coser e Moradores das Comunidades de Pedra D’Água e adjacências, manifestamos nossa indignação com a volta da ex-diretora Ariadne Alves Alvarenga, uma vez que a mesma em 4 (quatro) anos não fez nada de significativo para a nossa escola. A comunidade não foi ouvida, pois vários pais enviaram áudios e mensagens para o seu Whatsapp [do prefeito Daniel Santana] com a indicação da professora Adeliane Camargo, e o senhor disse que este nome NÃO ACEITARIA, pois ela não apoia a sua gestão”, destaca o texto da Carta de Repúdio.
Os pais de alunos e moradores da Pedra D’Água e adjacências são duros no documento público contra o prefeito Daniel da Açaí, que retornou no dia 22 de dezembro ao cargo, depois de ficar preso por 10 dias acusado pela Polícia Federal de fraudes em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, com posterior afastamento das funções de Chefe do Executivo por 90 dias, por decisão da Justiça Federal.
“Não se deve fazer politicagem com a Educação de nossas crianças, uma vez que a comunidade não foi ouvida conforme pensávamos que seríamos, até porque foi o senhor mesmo quem disse em sua página da Prefeitura que iria ouvir as Comunidades, e que as coisas ficam mais fáceis quando o Diretor é da Comunidade”, frisam.

DANIEL É CHAMADO DE ‘MENTIROSO’
Enfáticos, os pais de alunos e moradores apontam que Daniel da Açaí agiu com mentiras e distorceu as reais reivindicações da Comunidade da Pedra D’Água e adjacências: “O senhor MENTIU PARA TODA A POPULAÇÃO com a atitude de reverter a ida de alguns membros da comunidade, insinuando que eles estavam pedindo a ex-Diretora de volta, alguns nem assinaram a Ata; se é que pode se chamar aquele rascunho de Ata de Reunião do prefeito, pois se sentiram desrespeitados. Não queriam o retorno da ex-diretora e, sim, FORAM PEDIR O RETORNO DA ADELIANE CAMARGO, professora efetiva da nossa escola”.
Ainda na Carta de Repúdio, os pais de alunos e moradores reiteram que não querem Ariadne Alvarenga de volta: “Ela já deu sua contribuição na escola e não a aprovamos mais, pois deixou muito a desejar. NOSSA COMUNIDADE NÃO FOI ATENDIDA; fique ciente POPULAÇÃO MATEENSE! Estamos INDIGNADOS com a atitude do Prefeito, o senhor Daniel Santana”.

ENTENDA O CASO
Ariadne Alves Alvarenga atuou de 2017 até novembro de 2021 como diretora da Escola Valério Coser, por decisão de Daniel Santana; segundo a comunidade, “mesmo sem apresentar resultados satisfatórios”. Na gestão do prefeito em exercício Aílton Caffeu (Cidadania), ela foi substituída pela professora efetiva Adeliane Camargo, com o apoio dos pais de alunos, dos professores e dos moradores Pedra D’Água, Liberdade, Areinha e Jardim Eldorado.
Quando retornou ao cargo, Daniel da Açaí exonerou Adeliane do cargo de diretora e nomeou Marcelle Martins Coelho, que não compareceu para assumir as funções. A Comunidade da Pedra D´Água e adjacências se juntou e nomeou uma comissão, que foi até o prefeito Daniel pedir o retorno de Adeliane Camargo à direção da escola.
No entanto, segundo representantes dos pais, dos professores e das comunidades que participaram da reunião, Daniel não aceitou o nome de Adeliane, alegando que ela não apoiaria a sua gestão. E decidiu nomear novamente para o cargo a diretora que ele havia colocado no início de seu primeiro mandato, Ariadne Alvarenga.

O OUTRO LADO
O CENSURA ZERO tentou contato com o prefeito Daniel Santana, mas não obteve sucesso. A Secretaria Municipal de Comunicação usou, mais uma vez, a milícia digital (gabinete do ódio) que assessora informalmente a administração municipal e o Chefe do Executivo, para trazer a público o assunto.
O gabinete do ódio usou em publicação nas redes sociais fotos da comissão que se reuniu com Daniel, secretários municipais e o vereador Cristiano Balanga para pedir o retorno da ex-diretora Adeliane Camargo, mas deturpou as informações.
“Na ocasião, os moradores elogiaram a atuação de Ariadne na Direção da Escola, o seu bom relacionamento com as comunidades locais e lamentaram muito o seu desligamento da instituição”, diz a Prefeitura de São Mateus, por meio do gabinete do ódio. Já o que os pais de alunos e moradores afirmam é exatamente o contrário: “Manifestamos nossa indignação com a volta da ex-diretora Ariadne Alves Alvarenga, uma vez que a mesma em 4 (quatro) anos não fez nada de significativo para a nossa escola”.
O gabinete do ódio de apoio ao Prefeito de São Mateus divulgou também uma foto de Daniel Santana posando com Ariadne Alvarenga, sem a presença dos representantes das comunidades, que não concordam com a nomeação e não assinaram a ata da reunião.
O CENSURA ZERO não conseguiu contato com Ariadne Alvarenga e Adeliane Camargo, para ouvi-las sobre o assunto abordado nesta reportagem. O espaço está disponibilizado caso queiram se manifestar.

CENSURA ZERO – AQUI TEM CONTEÚDO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA






