ARTIGO – Asma e DPOC

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POR GUSTAVO VIANA*

Asma e bronquite são doenças bastante parecidas e de sinais e sintomas também semelhantes. No entanto, são patologias diferentes e que necessitam de abordagens distintas. Ambas têm como característica o processo inflamatório dos canais condutores localizados no final da traqueia ao início dos alvéolos pulmonares, os brônquios. Porém há causas diferentes que promovem a inflamação dos brônquios, tanto na asma quanto na bronquite.

O paciente com quadro de asma apresenta falta de ar, chiado no peito, sensação de peso no tórax e em alguns casos tosse, que na maioria das vezes é seca, ou seja, sem produção. Para que o paciente asmático entre em crise é preciso que ele seja exposto aos fatores alergênicos respiratórios como o ácaro, fumaça do cigarro, alguns tipos de perfumes, frio intenso, atividade física intensa, pelos de animais entre outros menos comuns.

Estes agentes irritantes fazem com que o corpo produza muco espesso na altura da garganta e, também, estreitamento do calibre dos brônquios pelo processo inflamatório agudo. Em geral, o paciente asmático sabe quais fatores irritantes desencadeiam suas crises. A asma é uma doença crônica, mas de desencadeamento súbito dos sinais e sintomas.

A bronquite, por sua vez, pode ser aguda ou crônica. A inflamação aguda dos brônquios é causada por infecção de vírus ou bactérias que acompanham gripes e resfriados. Um sinal importante da manifestação da bronquite aguda é o surgimento da febre que persiste por até cinco dias. Já a bronquite crônica é mais complicada e de prognóstico ruim, pois vai aos poucos destruindo o tecido pulmonar.

Uma importante consideração no diagnóstico diferencial da asma e da bronquite é a tosse, que no indivíduo portador da bronquite é produtiva com farta produção em casos avançados ou intensos, assim como na bronquite aguda. O contato durante anos com cigarro ou com pessoas que fumam são os principais causadores da bronquite crônica.

A faixa etária também é importante para definir o diagnóstico diferencial. Enquanto a asma apresenta-se em crianças e adultos, a bronquite crônica é quase que exclusiva do idoso. Apesar de comprometerem a mesma estrutura respiratória e terem, na maioria das vezes, os mesmos sinais e sintomas, o tratamento é totalmente distinto nas três condições citadas acima e só um médico poderá fazê-lo.

Já o enfisema pulmonar é caracterizado pela destruição dos alvéolos pulmonares. É uma doença degenerativa da atividade pulmonar e está diretamente ligada ao hábito de fumar. Apesar de ser uma doença que acomete mais o idoso, ela tem inicio na idade adulta, a partir da quarta ou quinta década de vida, assim como a bronquite crônica. Tanto a bronquite crônica quanto o enfisema são causados pelo tabagismo inveterado. A bronquite crônica e o enfisema pulmonar estão no rol da DPOC, doença pulmonar obstrutiva crônica.

O tratamento é bastante eficaz para os asmáticos. Os medicamentos broncodilatadores, as famosas ‘bombinhas’, são importantes aliados no controle da falta de ar em casos agudos e isolados, pois promovem a dilatação dos brônquios, facilitando a entrada do ar. Já no tratamento de controle ou anti-inflamatório, existem os corticoides isolados ou associados aos broncodilatadores de longa duração e, ainda, os antileucotrienos. Na bronquite aguda o tratamento é feito a base de medicamentos como os antibióticos e os broncodilatadores. Na bronquite crônica o tratamento é mais complicado, tendo em vista, que a pessoa portadora adquiriu devido ao constante hábito de fumar.

Medicamentos broncodilatadores, antibióticos, mucolíticos e anti-inflamatórios só devem ser utilizados sob orientação médica depois de uma avaliação criteriosa. A utilização da fisioterapia respiratória é de extrema importância para o portador crônico, tanto da bronquite assim como do enfisema, pois melhora a complacência pulmonar ao passo que higieniza a árvore brônquica.

*Gustavo Viana é Graduado em Fisioterapia pela UNESA, Especialista em Acupuntura também UNESA, Especialista em Fisioterapia do Trabalho pela IBRA. Tem consultório próprio e atende há mais de 13 anos no domicílio. Foi Supervisor de Educação em Saúde do NCZ (Núcleo de Controle de Zoonoses) de São João da Barra-RJ  e tem experiencia na área de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

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