Condenado após usar pedras para matar mulher em 2015, ex-marido permanece foragido

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REPRODUÇÃO - A doméstica Almerinda Ferreira Suim foi assassinada pelo ex-marido aos 36 anos de idade.

Após quatro anos, um homem acusado de matar a mulher esganada e a pedradas em Vila Velha, em 2015, permanece foragido da Justiça. O indivíduo, que teria cometido o crime na frente da filha, com apenas 13 anos na época, foi condenado a mais de 27 anos de prisão.

A doméstica Almerinda Ferreira Suim foi assassinada pelo ex-marido aos 36 anos de idade. Em entrevista à TV Vitória, o filho da vítima, Leandro Suim, relatou a dificuldade de conviver com o que ocorreu. “Quem gostaria de perder a mãe de uma forma tão drástica e ainda [morta] pelo próprio pai?”, questiona ele.

O assassino foi identificado como Daniel Lopes de Souza, de 42 anos, ex-marido da vítima e pai dos filhos dela. Dois dias depois do crime, ele se entregou mas ficou preso apenas por alguns dias e logo saiu. Souza foi julgado e, na semana passada, foi condenado a 27 anos, três meses e 7 dias de prisão em regime fechado.

De acordo com os relatos, o motivo do crime seria o desejo da doméstica de se separar do acusado. Souza era casado com ela há mais de 20 anos, mas viviam em um relacionamento conturbado, sempre cheio de brigas e agressões. Por não aceitar o fim do relacionamento, o sujeito teria enforcado a vítima e jogado uma pedra de 10kg sobre a cabeça dela.

Para o filho da vítima, a dor de perder a mãe em uma ocasião traumática nunca saiu da cabeça. “É difícil porque, querendo ou não, é um tempo que foi pedido. É triste, mas é diferente de quando você perde uma avô, um tio”, diz Suim.

CONVIVÊNCIA

Desde que o crime aconteceu, Souza nunca mais viu os filhos, embora tenha tentado entrar em contato algumas vezes. Segundo familiares, ele tem o costume de ligar e tentar falar com os filhos. Ele se diz arrependido, mas os filhos não convivem bem com o fantasma de saberem o que o pai teve a capacidade de fazer com a mãe.

“Independente de ser nosso pai, a Justiça tem que ser feita. Depois do que aconteceu, o melhor que posso fazer é transmitir o bem para os meus filhos. Se dentro da família acontecem brigas e atritos, os filhos podem fazer igual no futuro. Eu penso diferente: se meu pai foi assim, eu quero diferente”, desabafa.

A defesa de Daniel informou que não vai recorrer da sentença. Segundo a Secretaria de Justiça (Sejus), o homem ainda não deu entrada no sistema prisional do Estado.

CENSURA ZERO – REDAÇÃO MULTIMÍDIA | FONTE: FOLHA VITÓRIA

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