Corpos de dez vítimas de incêndio em hospital no Rio são identificados

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Após o incêndio que atingiu o hospital particular Badim na noite de quinta-feira (12/09) na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, familiares compareceram ao IML (Instituto Médico Legal) na manhã desta sexta (13) para o reconhecimento de 10 corpos.

Segundo o prefeito Marcelo Crivella, 11 pessoas morreram na tragédia.

Até o momento, seis vítimas foram reconhecidas e as 10 tiveram os nomes divulgados. São eles:

-Alayde Henrique Barbieri
-Ana Almeida do Nascimento, 90 anos;
-Berta dos Santos, 93 anos
-Darcy da Rocha Dias, 88 anos
-Irene Freiras de Brito, 84 anos;
-José Costa de Andrade
-Luzia dos Santos Melo, 88 anos;
-Maria Alice Teixeira da Costa, 76 anos;
-Marlene Menezes Fraga, 85 anos
-Virgílio Claudino da Silva, 66 anos

INQUÉRITO

O inquérito para investigar o incêndio está sendo conduzido pela 18ª Delegacia de Polícia. O delegado Roberto Ramos afirmou que os peritos da Polícia Civil continuam com dificuldades para realizar a perícia em função da água que restou no prédio após o trabalho dos bombeiros. A polícia está garantindo que a energia elétrica está desativada para evitar acidentes.

O delegado também disse que brigadistas e pessoas que estavam no hospital nesta quinta-feira já foram chamados para prestar depoimento nesta sexta (13/09). Um perito da Polícia Civil deixou o prédio com um aparelho que, segundo ele, contém as imagens das câmeras do hospital. O Corpo de Bombeiros diz que o Badim tinha o Certificado de Aprovação, que comprova o cumprimento da legislação contra incêndio e pânico. A prefeitura também diz que o local possui alvará de funcionamento.

VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Técnicos da Vigilância Sanitária inspecionaram o hospital Badim em julho deste ano. De acordo com o órgão, foram identificadas necessidades de adequação em nove áreas do local. Porém, nada que impedisse o funcionamento do estabelecimento.

“O processo de licenciamento sanitário do estabelecimento está em andamento, aguardando essas adequações (dentro do prazo concedido para serem realizadas) e nova inspeção”, disse a Vigilância Sanitária.

Os corpos encaminhados ao IML foram periciados e identificados por papiloscopistas, por meio das impressões digitais, e uma equipe especializada em atendimento de tragédias em massa presta atendimento psicológico aos familiares.

COMO TUDO OCORREU

O hospital faz parte da rede D’Or São Luiz. Havia 103 pacientes e 226 funcionários no local quando o incêndio começou. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h50 e enviou no total 12 viaturas e agentes de quatro quartéis ao edifício, que foi tomado por uma fumaça preta e espessa, como mostram imagens gravadas por quem passava pela região.

Pessoas internadas nos centros de terapia intensiva (CTI), muitas delas idosas e em estado grave, foram retiradas ainda nas macas. Com colchões e lençóis, funcionários improvisaram leitos em ruas próximas, que foram bloqueadas.

Segundo a direção do hospital, ao que tudo indica, o incêndio foi provocado por um curto-circuito em um gerador no subsolo do prédio mais antigo do Badim, que tem dois edifícios, um inaugurado em 2000 e o outro, em 2018. A fumaça do incêndio subiu para todos os andares. O prédio abriga leitos e um CTI.

Pacientes foram retirados às pressas do hospital que pegou fogo (Foto: Delmiro Júnior / Agência O Dia / Agência Estado)
Pacientes foram retirados às pressas do hospital que pegou fogo (Foto: Delmiro Júnior / Agência O Dia / Agência Estado)

CENSURA ZERO – AQUI TEM CONTEÚDO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA | FONTE: AGÊNCIA ESTADO

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