O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expôs nessa quarta-feira (23/11) as fragilidades na argumentação para pedir a anulação de votos da eleição apenas no segundo turno, quando Jair Bolsonaro foi derrotado para Lula na disputa presidencial, mas não no primeiro turno, quando seu partido elegeu a maior bancada de deputados federais na Câmara.
Em entrevista à imprensa, Valdemar citou a participação até de um “gênio lá de Uberlândia” para ajudar na fiscalização feita pelo PL, mas disse que a equipe só conseguiu encontrar “algo palpável” no segundo turno.
Os dados usados pelo partido para questionar os votos nessa etapa, porém, se repetem no primeiro turno e estão disponíveis no próprio site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), podendo ser obtidos em uma consulta de menos de 1 minuto.
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, decidiu na noite desta quarta rejeitar a ação do PL e condenar a coligação ao pagamento de multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, diferentemente do apontado no relatório do PL, a limitação relatada para questionar as urnas antigas não impede a identificação e a fiscalização das mesmas, conforme apontam especialistas em computação.
Questionado por jornalistas na tarde de quarta, Valdemar afirmou: “Nós contratamos uma empresa de homens altamente qualificados para poder acompanhar as eleições, e eles, por coincidência e talvez por tecnologia, eles conseguiram atingir esse objetivo de conseguir algo palpável no segundo turno. No primeiro eles não pegaram”.
“No segundo turno eles aumentaram a equipe, trouxeram um gênio lá de Uberlândia e que ajudou muito a gente. Aí ele descobriu esse problema que o nosso pessoal não tinha descoberto. Então nós fomos obrigados a colocar isso aí”, completou.
PEDIDO DE INVALIDAÇÃO DE VOTOS
O PL pediu na ação a invalidação de votos depositados em urnas de modelos anteriores a 2020 e diz que, com isso, haveria uma vantagem a Jair Bolsonaro na contagem final.
O partido afirma que, no log das urnas antigas, na coluna onde deveria constar um código de identificação único de cada urna, há um outro número que se repete e que, sem esse código, não seria possível fazer a vinculação do arquivo à sua urna física correspondente.
Apesar de a situação relatada ter ocorrido nos logs de ambos os turnos, o PL pediu a invalidação apenas de votos do segundo turno.
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