Daniel culpa Caixa pelo caos com obras paradas no Porto Histórico e minimiza protesto dos moradores: ‘Foi por causa do campinho de futebol’

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Depois de retornar de Brasília, onde acompanhou a sequência (e nova suspensão) do julgamento de recurso no TSE, o prefeito Daniel Santana deu entrevista à Rádio Kairós FM e falou sobre as obras paralisadas no Bairro Porto. A Prefeitura de São Mateus tem sido seletiva quanto aos veículos de comunicação de São Mateus e a Secretaria de Comunicação proibiu o prefeito Daniel de dar entrevistas ao CENSURA ZERO, que tem dado ênfase às reivindicações dos moradores.

O prefeito Daniel Santana retornou de Brasília, depois de acompanhar a sequência do julgamento de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da mesma forma que viajou: insensível aos apelos e à mobilização da comunidade do Bairro Porto diante do caos provocado pelas obras paralisadas que atingem em cheio o Sítio Histórico, o principal ponto turístico do Município. É o que se pode constatar depois de suas mais recentes declarações à imprensa.

Em entrevista à Rádio Kairós FM, o prefeito foi questionado sobre a retomada das obras sob responsabilidade da Prefeitura de São Mateus, por meio da Secretaria de Obras, que contratou a empresa Digital Construtora, que abandonou os serviços por falta de pagamento.

“O que aconteceu ali foi a Caixa Econômica perdeu a data. Aí tivemos que entrar na Justiça para a gente reaver esse dinheiro. Então, a gente vai retomar aquela obra com recurso próprio, de imediato, porque uma briga na Justiça vai demorar muito”, afirmou Daniel ao locutor Wenisson José, que apresentava o Jornal da Kairós ao lado de Valquíria Cosme.

Conforme o CENSURA ZERO já informou, o contrato com a Digital Construtora foi assinado em julho de 2018, com todos os recursos para a execução da obra assegurados no Orçamento Municipal. No entanto, a ordem de serviço foi dada somente em 14 de janeiro de 2019. O prazo de execução de quatro meses não foi cumprido pela empreiteira. O contrato recebeu um aditivo, estendendo o prazo em mais quatro meses, que expirou em 14 de setembro sem sucesso de conclusão das obras. A Ladeira São Gonçalo ficou com o calçamento totalmente comprometido, prejudicando o acesso de moradores e turistas ao Porto Histórico, dentre outros transtornos.

Mesmo assim, Daniel disse que a culpa não é da Prefeitura de São Mateus: “Não foi por parte da Prefeitura, foi por parte da Caixa Econômica. Tanto que a gente entrou na Justiça logo contra a Caixa Econômica, por esse prazo que ela perdeu, aí o dinheiro retornou para Brasília. Isso aí é um erro grave, a gente entrou na Justiça e estamos tentando reaver. Mas, enquanto não consegue, a gente vai tocar a obra com recurso próprio”.

PREFEITO MINIMIZA PROTESTO

Na entrevista desta sexta-feira (22/11), o prefeito Daniel foi lembrado pelo apresentador do Jornal da Kairós sobre o protesto realizado pelos moradores, devido à insatisfação com a forma com que a Prefeitura de São Mateus vem tratando a situação. No entanto, mesmo diante de diversos vídeos de moradores denunciando o problema, Daniel minimizou a manifestação.

“Ali nem foi pela obra, foi pelo campinho; porque tem campinho de futebol que [a Prefeitura] ficou de ir lá passar a máquina, o secretário Pigati, e a garotada ficou revoltada, e foi pra fazer aquilo lá que foi feito, fechar aquilo lá”, afirmou o prefeito, que estava acompanhado do diretor do Saae René Michel Kherlakian e do vereador Francisco Amaro.

COMUNICAÇÃO SELETIVA

A respeito dos termos do Contrato nº 138/2018, que destaca que a Prefeitura de São Mateus tinha recursos assegurados no Orçamento Municipal de 2018 para executar as obras no Bairro Porto, a Secretaria Municipal de Comunicação Social não dá nenhuma explicação oficial.

O prefeito Daniel Santana está proibido de dar entrevistas ao CENSURA ZERO e a Secom-PMSM tem sido seletiva quanto aos veículos de comunicação que atende para falar sobre assuntos da administração pública municipal.

CENSURA ZERO – AQUI TEM CONTEÚDO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA

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