A Superintendência da Polícia Federal na Bahia acaba de confirmar que a Operação Expurgo, deflagrada na manhã desta quinta-feira (17/08), em cidades da Bahia e do Espírito Santo, tem como alvo um grupo criminoso que atua em prefeituras municipais. “As fraudes [em São Mateus, Vila Velha e oito cidades do sul baiano] são em âmbito municipal”, destacou a Assessoria de Comunicação da PF ao jornalista André Oliveira, Diretor de Jornalismo e Conteúdo do site e canal CENSURA ZERO.
A Polícia Federal destacou ao CZ que, no Espírito Santo, “houve o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Vila Velha e um em São Mateus”. Indagada se tinha como detalhar melhor a participação do grupo criminoso nas cidades capixabas, a Assessoria de Comunicação da PF-BA frisou. “Não vamos informar detalhes sobre os alvos”.
Tão logo a reportagem do CENSURA ZERO publicou as informações oficiais sobre a deflagração da Operação Expurgo, a milícia digital (gabinete do ódio), que atua a mando do prefeito de São Mateus, Daniel Santana, começou a espalhar em grupos de WhatsApp que o alvo da PF em São Mateus não seria a Prefeitura Municipal, mas o Governo do Estado, colocando em prática seu modus operandi de criar desinformação e tentar confundir a opinião pública.
Diante do fato, o jornalista André Oliveira questionou a Assessoria de Comunicação da Polícia Federal-BA: “As fraudes estariam ocorrendo em âmbito municipal ou estadual? Há veículos [milícia digital do prefeito Daniel da Açaí] divulgando que o alvo seria o Governo do ES”. E veio a resposta categórica: “As fraudes são em âmbito municipal”. No entanto, em nenhum momento da reportagem publicada, o CENSURA ZERO fez menção à participação de agentes políticos.


VÍDEOS COM SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO E SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO
Na tentativa de deturpar os objetivos da operação da PF e tachar a reportagem publicada pelo CENSURA ZERO, irresponsavelmente, como fake news, o chefe do gabinete do ódio Diltão de Daniel, que atua informalmente como porta-voz do prefeito Daniel da Açaí, chegou a gravar dois vídeos nas das dependências da Prefeitura de São Mateus, com as participações da secretária municipal de Educação Marília Silveira e do secretário municipal de Comunicação Júnior Eler, publicando-os em grupos de WhatsApp.
Conforme informações oficiais da PF, a operação envolve o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de suspensão de servidores públicos, além de outras medidas judiciais na Bahia (Teixeira de Freitas, Prado, Medeiros Neto, Santa Cruz de Cabrália, Porto Seguro, Mucuri, Itapebi e Belmonte) e no Espírito Santo (Vila Velha e São Mateus).
Durante cerca de um ano de investigação, a Polícia Federal identificou a atuação de dois grupos empresariais que se utilizavam de pessoas jurídicas com vistas a fraudar a concorrência e lisura dos certames, com prejuízos ao erário público estimado até o momento, em cerca de R$ 5 milhões. “Contudo, o grupo movimentou R$ 92 milhões em suas contas bancárias, o que irá demandar análise posterior à deflagração”, frisa a nota da Polícia Federal.
Vídeo 1:
Vídeo 2:

O OUTRO LADO
O CENSURA ZERO disponibiliza espaço para possíveis manifestações de envolvidos que queiram fazer esclarecimentos sobre esta reportagem.
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de São Mateus havia apresentado manifestações sobre a operação da Polícia Federal somente por meio da milícia digital (gabinete do ódio) que atua a mando do prefeito Daniel Santana.

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