FATOS & VIDA – Ostra Vazia

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POR LUCINETE OLIVEIRA*

LUCINETE OLIVEIRA, professora

Dizem que ostra feliz não produz pérola! A ostra é um molusco muito apreciado na culinária. Às vezes, um grão de areia consegue entrar e se fixar em seu corpo e dali não sai, por mais que ela tenta se livrar do problema ele permanece ali, causando vários transtornos. Com isso, entram em circuito estratégias de adaptações para uma possível convivência com tal problema, que tanto causa dores e inquietações.

O organismo dela produz e libera um mecanismo de defesa conhecido como madrepérola, que vai disponibilizando camada sobre camada até cobrir aquele grão de areia, tirando aquelas quinas afiadas que cortam e fazem doer; com essa proteção criada sobre aquele grão para proteger-se das dores e incômodos, irá transformar esse problema em uma pérola.

Podemos dizer que a pérola tão preciosa foi um problema tratado e transformado em uma linda cicatriz. Os grãos de areia em nossas vidas, são os obstáculos vividos e vivenciados praticamente todos os dias; injustiças, rejeições, preconceitos, indiferenças, abandonos… Existem feridas que parecem incuráveis, para as quais precisamos produzir camadas e mais camadas de sabedoria, abdicação, perdão, renúncia, para nos proteger, transformando-os em pérolas.

Fácil não é! Aliás, até transformar uma ferida em uma cicatriz, em um aprendizado, dói! Mas o sofrimento tem o poder de nos transformar em pessoas melhores, mais pacientes, compreensivas, nos transformando em ostras portadoras de pérolas valiosas.

Tudo bem que muitos preferem ser ostras vazias, alimentando mágoas, ferindo e ferindo-se, deixando marcas e feridas abertas, não sabendo transformar a dor em pérolas, pegando para si o fardo de carregar a negatividade e colocando “adubo” nos problemas, ostentando-os como joias de estimação.

Sabemos que problemas fazem parte de nossas vidas; mas assim como as ostras, podemos encontrar estratégias de sobrevivências, liberando nossos mecanismos de defesas, transformando nossas feridas em belíssimas cicatrizes, em valiosas pérolas, mostrando para os que nos feriram o exercício do perdão, para onde ele nos leva e o quanto fomos transformados; não tratando as vitórias como uma bandeira de vingança, mas como uma superação que fomos capazes de produzir por meio da atitude de perdoar, sem olhar para trás.

Pois olhar para frente é uma estratégia de sabedoria deixada por Deus. Pois aquele que perdoa é digno de perdão.

*Lucinete Oliveira é Professora. Graduada em Ciências Contábeis e Pós-Graduada em Gestão e Educação Ambiental, Educação Especial e Inclusiva e Políticas de Inclusão. Atualmente, cursa Licenciatura em Educação do Campo na Ufes.

Contatos: E-mail: lucinete_oliva@hotmail.com

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