Prefeitura de São Mateus não esclarece oficialmente pagamentos de R$ 188 mil a servidores

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A Prefeitura de São Mateus ainda não esclareceu oficialmente dois pagamentos que totalizaram R$ 188 mil, conforme tornou público o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Alberto Gomes Alves, na sessão de terça-feira (13/08).

“Um funcionário público da Prefeitura de São Mateus, que trabalha na Secretaria de Administração, com salário de 1.934 reais e 65 centavos, recebeu de férias no mês de abril de 2019, a bagatela de 162 mil reais. O Município pagou em duas vezes, duas parcelas de 81 mil e 31 reais”, afirmou Carlos Alberto da tribuna da Câmara, mostrando aos presentes uma cópia do documento extraído do Portal da Transparência da Prefeitura de São Mateus.

O vereador mostrou também o caso suspeito de outro funcionário, que, segundo ele, tem salário de R$ 5.550,00 e é lotado no setor de Contabilidade: “Esse funcionário recebeu de férias 26 mil reais”. Carlos Alberto afirmou que foi o que ele conseguiu identificar em um quadro de cerca de 4 mil servidores municipais.

Em 15 de agosto, o CENSURA ZERO noticiou o fato, veiculando o vídeo com a denúncia feita na Câmara Municipal e disponibilizando “espaço para que o prefeito Daniel Santana ou sua assessoria de comunicação possa se manifestar sobre o assunto abordado pelo vereador Carlos Alberto Gomes Alves na sessão de terça-feira (13/08)”.

SECRETÁRIO ALEGA “FALHA”

Até o momento, a Prefeitura de São Mateus não se pronunciou oficialmente sobre os “pagamentos suspeitos”. Em entrevista ao TC Online, o secretário de Administração Felipe Ferreira dos Santos alega que “houve uma falha no lançamento, na folha de pagamentos do mês de agosto, de uma planilha com cálculos de férias retroativas apresentada pelo servidor, sem observar o prazo prescricional”.

Na reportagem, o secretário cita que “a planilha que deveria ter sido lançada contém um parecer jurídico apontando quais períodos poderiam ser pagos”. Sem dar mais detalhes, Felipe Ferreira afirmou também que “uma sindicância interna foi instaurada para apurar se há necessidade de o servidor realizar novo ressarcimento aos cofres do Município”.

CENSURA ZERO – AQUI TEM CONTEÚDO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA

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