Professor ‘Nota 10’ não pode trabalhar na rede estadual por cinco anos

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O professor “Nota 10”, Wemerson da Silva Nogueira, está proibido de exercer cargo ou função pública estadual, por cinco anos, de acordo com uma publicação no Diário Oficial do último dia 08, por parte da Secretaria Estadual de Educação(Sedu).

Em agosto do ano passado, a corregedoria da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) concluiu, em processo administrativo, que o professor utilizou diploma falso para trabalhar na rede pública de ensino.

Wemersom ficou conhecido como “Professor Nota 10”, depois que ganhou  prêmio nacional de Educador Nota 10 e chegou a ser finalista do Global Teacher Prize, considerado o Prêmio Nobel da Educação.

Segundo o Corregedor da Sedu, Tarcísio Bobbio, o professor apresentou várias documentações falsas na tentativa de comprovação das licenciaturas em Química e Ciências Biológicas pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), curso credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e que possui polo em Mucurici. 

“Wemerson foi professor na rede pública estadual nos anos de 2014, 2015 e 2016. Ele disse que cursou Ciências Biológicas em 2011 e 2012; fez Química em 2013 e Licenciatura em Química em 2014”.

VEJA O QUE DIZ O CORREGEDOR DA SEDU

O corregedor da Sedu afirma: “Em 2015 durante uma auditoria, a Sedu desconfiou dos documentos apresentados por ele e fez uma consulta na universidade que ele dizia ter frequentado. A Universidade respondeu que todos os 3 documentos apresentados, eram falsos e que Wemerson Nogueira não havia sido aluno da faculdade. Então o caso foi encaminhado para a Corregedoria a fim de escutar o professor e dar-lhe o direito de defesa”.

“No final da defesa ele trouxe uma matrícula e desconfiamos da veracidade. Ligamos para a Universidade para checar e também era falsa. Além disso, ele apresentou algumas testemunhas com relação de parentesco. Foi questionado ainda, como ele utilizava os laboratórios já que fez o curso à distância e nesses dois tipos de curso são necessárias aulas práticas. Wemerson respondeu que não teve essas aulas, pois a plataforma era EAD. Perguntamos qual plataforma ele acesava e ele disse que era parecida com a de EAD e que acesava com o CPF. O que também chama a atenção, é que ele diz ter feito duas graduações num período de 4 anos que seria o tempo para uma graduação. Além disso, ele contou que pagou R$ 2800,00 na graduação inteira de Química, R$ 190,00 de mensalidade no curso de Ciências Biológicas e R$ 600,00 na pós. Ou seja, pagou um preço muito abaixo do valor normal de mercado. Então ele não conseguiu comprovar nem com documentos nem por nenhuma circunstância”, explicou Bobbio.

Ainda segundo o corregedor, Wemerson residia em Nova Venécia e não morava em Pancas, como havia dito. A Universidade informou que ele se inscreveu 4 vezes para fazer o vestibular da Unimes; no entanto, nas três primeiras provas ele faltou e na última ele foi prestar o vestibular de Química mas não fez a matrícula. Ou seja, ele sabia que não estava estudando na Unimes em nenhum momento.

O processo foi concluído na Sedu, mas Wemerson recorreu e o processo foi encaminhado para o Conselho Estadual de Correição (conseco) da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) para apreciação e julgamento.

CENSURA ZERO – AQUI TEM CONTEÚDO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA | FONTE: TRIBUNA ONLINE
 

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