Um morador de Guriri usou as redes sociais para chamar a atenção da Prefeitura de São Mateus, dos vereadores e outras autoridades sobre o que chamou de “triste realidade borralheira e invisível” do balneário após a agitação do Carnaval, que mesmo com um decreto com restrições assinado pelo prefeito Daniel Santana (sem partido), registrou índice alto de aglomeração e muita preocupação aos moradores por conta da pandemia de covid-19.
Paulo Roberto Martins afirma que, como em anos anteriores, após o término do Carnaval, na Quarta-feira de Cinzas, a Ilha de Guriri voltou à sua “triste realidade borralheira e invisível”. Ele cita que “o policiamento é reduzido, criminosos roubam casas, carros e furtam as pessoas nos calçadões”.
Ele denuncia que moradores de rua agrupados nas calçadas e nas ruas ameaçam comerciantes e a população. “A limpeza pública, que só limpava as ruas principais, locais por onde os veranistas passavam, agora deixa a todos novamente convivendo com os lixos amontoados a cada esquina, urubus, ratos, cavalos e, agora, pombos”, relata o morador.
Paulo Martins destaca outra característica de Guriri pós-Carnaval. O setor de saúde volta à rotina de dificuldades, depois do “amplo atendimento aos veranistas nos postos saúde nos períodos noturnos e nos fins de semana”. Além disso, segundo ele, o transporte coletiva fica superlotado e as ruas voltam a ficar “esburacadas e sem iluminação”.
O morador desabafa: “Foi embora o Verão, as autoridades mateenses e capixabas voltam para sua rotina diária de São Mateus e Vitória e os 40 mil habitantes da Ilha de Guriri retornam às suas velhas condições de invisíveis à espera da volta das festas do fim de ano, para que seja lembrada novamente”.
COMÉRCIO QUE GERA EMPREGOS E RENDA
Paulo Martins cobra das autoridades mais atenção a Guriri, lembrando que a Ilha possui uma área territorial de 104 Km², abrangendo, também Barra Nova, Meleiras e Mariricu, e tem hoje uma população estimada em cerca de 40 mil moradores.
“A Ilha de Guriri possui estruturas sociais ativas e permanentes. Uma economia que se baseia em um comércio atuante, fonte geradora de empregos e renda. E suas estruturas urbanas debilitadas ainda suportam um crescimento populacional”, frisa o morador, que publicou o texto no seu perfil no Facebook e em grupos de WhatsApp, para sensibilizar as autoridades municipais.
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