Universitária tem auxílio emergencial negado sob alegação de ser ‘presidente da República’; entenda o que ocorreu!

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A universitária Adeyula Dias Barbosa Rodrigues, de 31 anos, fez uma descoberta inusitada que a impediu de ter o cadastro aprovado para o auxílio emergencial, do Governo Federal. Nas últimas eleições, ela não foi candidata e disse que nunca teve pretensão de disputar um cargo público. No entanto, ao ter rejeitado o pedido para a ajuda de até R$ 1.200, ela descobriu que ocupa o cargo de “presidente da República”. A informação foi publicada no Tribuna Online.

“Atualmente, desempregada, cursando o segundo período da faculdade de Gestão e Recursos Humanos, com dois filhos e apenas o marido trabalhando (com o salário reduzido), o erro custa para a família um recurso que poderia ajudar na complementação da renda e diminuir o perrengue causado pela pandemia do novo coronavírus”, destaca a publicação feira nesta quinta-feira (7/05).

O erro consta nos dados sobre sua atuação na Secretaria de Estado da Educação (Sedu), onde atuou por três meses e se desligou em agosto de 2019: “Na Carteira de Trabalho Digital que descobri que consta o cargo de presidente da República. Isso quando trabalhei para a Sedu, não sei quem é responsável por lançar essas informações da Carteira Digital, mas a minha função era de cuidadora escolar”.

Segundo a universitária, essa descoberta deixou ela espantada e indignada ao mesmo tempo, já que foi um dos fatores que a fez ter a ajuda financeira negada. Além disso, embora já tenha se passado nove meses, ainda não foi atualizada a informação de seu desligamento da Sedu, o que gerou mais um motivo para a rejeição do pedido de auxílio emergencial.

“Na carteira, conta que ainda tenho vínculo”, disse ela. Antes de ser contratada pela Sedu, Adeyula trabalhou na Prefeitura de Vila Velha, onde por dois anos exerceu cargo de secretária escolar.

INFORMAÇÕES NÃO ATUALIZADAS

De acordo com o Tribuna Online, ela saiu do cargo em março de 2019 e, até hoje, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um das bases usadas pelo Dataprev para conceder o auxílio, não foi atualizado e informa que a universitária segue trabalhando na prefeitura.

“Estou desempregada. Não só sou eu nessa situação, há mais pessoas que saíram da prefeitura e não tiveram baixa na carteira. Tenho um grupo no WhatsApp com cerca de 140 pessoas com problema parecido com o meu”, revelou.

Adeyula disse que ligou tanto para Sedu quanto para Prefeitura de Vila Velha, mas ninguém atendeu as ligações dela. Agora, ela busca orientações para saber como corrigir os erros e ter direito ao benefício, enquanto faz as contas em casa.

“Meu marido trabalha, mas ele teve redução da carga horária e de salário. Ficamos em dificuldades, porque ele teve alguns benefícios cortados, como o ticket alimentação. Esse dinheiro do auxílio seria um complemento de renda”, desabafou a universitária.

O OUTRO LADO

A reportagem do Tribuna Online procurou a Secretaria de Estado da Educação (Sedu). Por nota, a pasta informou que o cadastro da secretaria não é feito na Carteira de Trabalho, mas, sim, no sistema da própria Sedu, onde o cargo da servidora está como Cuidadora.

“A opção ‘Presidente da República’ não consta no sistema da secretaria. Mesmo o cadastro não tendo sido feito pela Sedu, a equipe se coloca à disposição da servidora para buscar a retificação junto ao Ministério do Trabalho dessa informação. É preciso que ela faça contato com o setor de Recursos Humanos da secretaria”, disse a nota. Os contatos disponibilizados são 3636-7666 e 3636-7667, e a Sedu ressaltou que o atendimento é apenas por telefone por conta das medidas de prevenção ao covid-19.

A Prefeitura de Vila Velha informou que Adeyula atuou como auxiliar de secretaria escolar, na Secretaria Municipal de Educação, entre 30 de março de 2017 e 01 de abril de 2019, quando ocorreu o desligamento por término de contrato, o qual tinha vigência de dois anos.

“Não havendo pendência quanto à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) da referida ex-servidora, que teve todas as suas informações, inclusive de desligamento, enviadas ao Ministério da Economia, especificamente à Secretaria de Trabalho, em 14 de abril de 2020. Assim, cumprindo o prazo estimulado pela legislação federal (Portaria 6.136/2020) para o encaminhado de tais informações”, explicou a nota.

A Prefeitura de Vila Velha informou que o Setor de Recursos Humanos está à disposição da ex-servidora para esclarecer qualquer dúvida: “Todas as demandas sobre setores administrativos estão sendo respondidas pelo e-mail admgeral@vilavelha.es.gov.br e pelos 3149-7200 e 162 (Ouvidoria), durante o período de pandemia”

CENSURA ZERO – AQUI TEM CONTEÚDO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA |

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