SAÚDE FLORESCER – As Armadilhas do Ego

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POR DÔRA NEVES*

O EGO é a chave de controle da mente. Enquanto sadio ele lidera boa parte de nossas realizações e conquistas diárias, possibilitando-nos alegria e bem-estar. Quando doentio, ele oscila entre o “ser o não ser” – saindo de uma fusão indistinta, no caminho da diferenciação e da discriminação, perdendo seu complemento original e passa a viver sob o estigma de uma eterna carência.

Essa carência a se caracteriza, de maneira primordial, pela ausência de sentido de Ser e representa o móvel constante e decisivo para o desenrolar de um processo que irá se configurar na busca constante do reencontro com a totalidade original.

Essa sensação de carência é interpretada pelo indivíduo como abandono, sentida como solidão e vazio, que por sua vez levará ao apego como mecanismo compensatório.

O apego primordial ao próprio sofrimento reforça a percepção do ego separado, seguido de toda sorte de apegos, e estabelece na consciência miríades de possibilidades. Se a consciência, nesta exata dimensão de tempo e espaço, se encontra motivada pelos sentimentos superiores, logra manter-se desapegado da situação e, de posse de uma percepção mais positiva, gera uma dinâmica interna, mudando o padrão doentio, para abrir-se às novas possibilidades de cura.

Caso contrário, apega-se a um outro nível da consciência(baixa), caindo no aprisionamento e na estagnação. Abre-se o espaço suficiente para permitir que o passado mais recente seja copiado pela ressonância, com perda da capacidade de percepção, de escolha, com perda da vontade e de padrões da memória de uma condição pregressa, ou mesmo de uma percepção futura mais saudável.

Essa perda dos padrões de memória é estabelecida como uma unidade de eventos, orientando para uma quebra desses padrões no aspecto psíquico, emocional e celular.

No ponto em que ocorreu o processo de estagnação, estabelece-se a entrada na condição de paciente crônico, e então seu sistema como um todo necessitará ser novamente informado.

O psicoterapeuta ou o terapeuta necessita ter um sentido cuidadoso de observação, no sentido de precisar quando o campo vital de seu paciente exige nova informação, para prosseguir em direção à cura.

A dinâmica do EGO é evitar o que ele entende como perigoso e ameaçador. Um sentimento de vergonha ou mesmo orgulho, para não se mostrar, tal qual, no contexto interno onde ele está.

E a resposta par isso é manter o indivíduo em estado de alerta possibilitando a pessoa a estados – deprimido, coagido e indefeso perante emoções avassaladoras.

Muitas vezes, observamos pessoas que saem de uma situação crítica para outra dramática. Resolvem uma questão e voltam a apegar-se a outra, compensando assim o sofrimento, adoecendo.

O grande desafio é saltar, é desenvolver uma atenção interna capaz de libertá-lo do ciclo do apego à dor que o alimenta. Curar, nesse sentido, significar desapegar.

Porém isso se torna possível com o apoio a participação de uma segunda pessoa que esteja disposta a ouvir suas queixas sem o julgar. Alguém pertinente à área da saúde mental e/ou emocional.

*Dôra Neves é formada em Psicanálise Clínica, licenciada em Pedagogia (Supervisão e Orientação) e Terapia Holística.

Contato: Celular – (27) 98134-3908

Site – www.saudeflorescer.com.br/site/atendimento-online

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