O presidente da Câmara de São Mateus, Paulo Fundão (PP), segue sem explicar porque efetuou o pagamento à empresa Multiface de R$ 170 mil, com recursos da Câmara Municipal, mesmo depois de a Justiça Federal determinar a suspensão de todos os contratos da empresa com o Município de São Mateus e de a licitação que originou a contratação ter indícios fortes de irregularidades no mesmo modus operandi das realizadas com a Prefeitura [veja]. E com o agravante: o empresário Caio Faria Donatelli, homenageado pelos vereadores, foi preso pela Polícia Federal na Operação Minucius, junto com o prefeito Daniel Santana, agora afastado, uma servidora municipal e outros quatro empresários. Já em liberdade, todos seguem investigados, impedidos de firmar contratos com a Municipalidade e de frequentar prédios públicos na Cidade enquanto o inquérito da PF não é concluído.
Paulo Fundão teve a chance de explicar o fato na entrevista ao vivo concedida ao Eita! Podcast, na sexta-feira (26/11), quando foi questionado por um internauta sobre o episódio da sessão solene do dia 25 de setembro, em comemoração ao aniversário de 477 anos de São Mateus. Noticiada em primeira mão pelo CENSURA ZERO, a festa de luxo, em plena pandemia e restrita a 400 convidados, teve direito a fartura camarão VG, picanha argentina e bacalhau, no episódio que ficou conhecido como rega-bofe do camarão VG e foi destaque na Imprensa do Espírito Santo e nacional [veja].
“O que o convidado tem a dizer sobre a sessão solene do dia 25 de setembro, [sobre] a qual foi divulgado um custo de mais de 170 mil reais, e a empresa vencedora da licitação apresentava como proprietário um dos envolvidos na Operação Minucius? Queria saber se essas informações são verídicas?”, questionou Kecinho Lenso.
Durante a entrevista, a produção da atração, veiculada em canal do YouTube, chegou a ler perguntas dos internautas, destacando as relacionadas a aspectos positivos. No entanto, a pergunta do internauta sobre o rega-bofe do camarão VG não foi respondida, o que gerou protesto: “Estou ligado aqui e aguardando a realização da minha pergunta”. O apresentador chegou até a dar oportunidade para que Paulo Fundão falasse com transparência sobre o assunto, mas o presidente da Câmara desconversou e preferiu dizer que eram “fake news” contra ele.
Apoiador do gabinete do ódio que achincalha autoridades e cidadãos em São Mateus [veja aqui], o presidente da Câmara tentou desqualificar o Jornalismo Profissional, ao classificar como “fake news”, na entrevista ao Eita! Podcast, matérias jornalísticas que tornaram pública, entre outros fatos, a licitação suspeita com valor de R$ 170 mil (mais de 110% em relação à realizada em 2019, fora da pandemia), que bancou festa de luxo dos vereadores em comemoração aos 477 anos de colonização de São Mateus.
O vereador Paulo Fundão e o apresentador Déo Santana não citaram nominalmente ao CENSURA ZERO, mas o encaminhamento das perguntas e as respostas do presidente da Câmara de São Mateus, no direcionamento velado característico que ele utiliza comumente na tribuna do Legislativo, faziam alusão a matérias jornalísticas e a assunto abordado na coluna TOM POLÍTICO, do veículo de comunicação.
VEJA ABAIXO O QUESTIONAMENTO FEITO PELO INTERNAUTA DURANTE A ENTREVISTA AO VIVO E O VÍDEO COM A FALA SEM TRANSPARÊNCIA E COM DIRECIONAMENTO VELADO DO PRESIDENTE DA CÂMARA DE SÃO MATEUS:

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